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domingo, 7 de julho de 2013

Mohammed Morsi

4º Presidente do Egipto


Mohamed Mohamed Morsi Issa Al-Ayyat, (20 de Agosto de 1951) é um político do Egipto.Desde 30 de Abril de 2011 é presidente do Partido da Liberdade e da Justiça, partido político fundado pela Irmandade Muçulmana após a Revolução Egípcia de 2011.1 Foi o primeiro presidente civil e primeiro activista islâmico eleito democraticamente em seu país.
Depois de pouco mais de um ano no poder, foi deposto por um golpe militar

Morsi estudou engenharia na Universidade do Cairo e doutorou-se na mesma área nos Estados Unidos, na University of Southern Califórnia. Ainda nos Estados Unidos ele actuou durante alguns anos como professor auxiliar, e lá também nasceram dois de seus cinco filhos, que portanto têm nacionalidade americana. Em seguido Morsi iniciou a carreira de professor no Egipto, na Universidade de Zagazig, dirigindo o departamento de ciências do material.
Com a fundação do Partido da Liberdade e da Justiça, Morsi foi escolhido pela Irmandade Muçulmana para ser o primeiro líder do novo partido. No primeiro turno das eleições presidenciais do Egipto ele foi o candidato mais votado (aproximadamente 24%), competindo em um segundo turno contra o candidato independente Ahmed Shafiq, nos dias 16 e 17 de Junho 2012.

Foi anunciado em 24 de Junho de 2012 como o vencedor do 2º turno das eleições presidenciais do Egipto, obtendo 13.230.131 votos (51,73% do total), apoiado pela Irmandade Muçulmana ante 12.374.380 votos do rival (48,27%) Ahmed Shafiq. Irá assumir no dia 1 de Julho como o primeiro presidente eleito do país após a revolução. Deixou de fazer parte da Irmandade Muçulmana, declarando a sua intenção de ser o presidente de todos os egípcios, mencionando explicitamente a minoria cristã (Coptas).

Em 12 de Agosto de 2012 demitiu várias altas patentes militares, a começar pelo seu líder Mohamed Hussein Tantawi, substituindo-os por militares da sua confiança. Ao mesmo tempo revogou algumas disposições de estatuto constitucional, ditadas imediatamente antes da sua eleição pelo Conselho Supremo das Forças Armadas com a intenção de limitar as competências presidenciais, salvaguardando as do Conselho. As medidas presidenciais de 12 de Agosto foram considerados como actos de afirmação do poder civil face ao poder militar. Em Julho de 2013, as Forças Armadas do Egipto, por meio do general Abdel Fattah el-Sisi, anunciaram a deposição de Morsi do cargo de presidente do país.

Abdel Fattah Al-Sisi



General Al-Sisi
Nascido no dia 19 de Novembro de 1954, no Cairo, Sisi se formou na academia militar em 1977, quando passou a ser oficial de Infantaria. Sisi também cursou várias mestrias de Ciências Militares no Egipto, em 1987, e no Reino Unido, em 1992, assim como estudos em uma academia militar dos Estados Unidos em 2006. Casado e pai de quatro filhos, o comandante-em-chefe ocupou diferentes postos de responsabilidade nas fileiras do Exército, sendo comandante do batalhão de Infantaria Mecanizada e chefe do departamento de Informação e Segurança da Secretária-geral do Ministério da Defesa.

 Em sua ascensão, também ocupou o cargo de adido militar na Arábia Saudita, o que lhe deu projecção internacional entre os países do Golfo. Posteriormente, ele foi comandante de brigada e de divisão da Infantaria Mecânica, chefe do Estado-Maior e comandante da região militar norte, que correspondente à região que abrange a cidade mediterrânea de Alexandria.

 Antes de se transformar em ministro da Defesa, Sisi ainda dirigiu o departamento de Inteligência Militar das Forças Armadas. Sisi assumiu seu posto actual quando o Exército lançava uma operação na Península do Sinai para perseguir grupos armados após a morte de 16 soldados em um ataque jihadista na zona. Os sequestros e o contrabando de armas no Sinai também o forçaram a aumentar a vigilância nessa zona. Nos últimos meses, Sisi se mostrava inquieto perante a divisão política vivida no Egipto.

Em Janeiro deste ano, por exemplo, Sisi chegou a dizer que o Estado corria risco de colapsar, se oferecendo para mediar os diálogos entre o governo e a oposição. Figura afastada da imprensa, o chefe militar saltou ao primeiro plano dos veículos de comunicação em Junho de 2011, quando reconheceu que membros do Exército tinham submetido às mulheres detidas na Praça Tahrir aos chamados testes de virgindade. Posteriormente, a Amnistia Internacional (AI) chegou a se reunir com Sisi, que reconheceu que esse tipo de teste foi realizado para "proteger" os militares das acusações de estupro, embora tenha assegurado que não voltaria a colocá-las em prática.

Durante os 11 meses em que esteve à frente do Ministério da Defesa, o ministro também teve que manter as relações militares com os responsáveis dos diferentes países aliados, como destaque aos EUA, que, a cada ano, proporciona ao Egipto uma ajuda militar de US$ 1,3 bilhão e que segue muito atento o desenvolvimento dos últimos acontecimentos no país.

Sisi é o líder de um Exército que nesta quarta-feira anunciou a queda do islâmico Mursi, presidente que governou o país por menos de um ano depois de ter vencido as primeiras eleições democráticas desde a revolução que desbancou o ex-presidente Hosni Mubarak em Fevereiro de 2011. Em Agosto de 2012, em uma medida inesperada, Mursi ordenou a aposentadoria do marechal Hussein Tantawi, que tinha dirigido as Forças Armadas desde 1991, e de seu "número dois", Sami Anan, que passou a ser seu conselheiro em assuntos militares.

Em seu lugar, Mursi nomeou justamente Sisi, um homem mais jovem que todos seus antecessores no cargo, o que foi interpretado na ocasião como uma reforma em toda regra do estatuto militar. Agora, após a crise política gerada pela onda de protestos populares, parece que a história volta a se repetir, mas no sentido inverso: o Exército comandado por Sisi recorre ao golpe e retira o poder das mãos da Irmandade Muçulmana em um choque de imprevisíveis consequências. Entre os que estão orquestrando esta nova manobra, o comandante-em-chefe aparece como uma das principais vozes, embora tenha mantido um perfil relativamente discreto durante os meses prévios como chefe das Forças Armadas e ministro da Defesa.
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