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domingo, 25 de agosto de 2013

O QUE É UMA CONURBAÇÃO?

É um fenómeno urbano que ocorre quando duas ou mais cidades se desenvolvem uma ao lado da outra, te tal forma que acabam se unindo como se fosse apenas uma. É a união do espaço urbano de uma ou mais cidades.
Quando duas ou mais cidades sofrem o processo de conurbação, se deparam com algumas situações particulares. Geralmente ocorre um fluxo maior de pessoas em direcção aos grandes centros pela manhã, para trabalhar ou estudar, e em direcção às chamadas “cidades dormitórios” no final da tarde.
As conurbações dão-se também entre cidades de países diferentes.
Exemplos: Um exemplo clássico é aquele que aconteceu entre a cidade de São Paulo e os municípios vizinhos (Santo André, São Caetano, São Bernardo, Diadema e Guarulhos), porque a cidade de São Paulo cresceu tanto que acabou se agregando nos municípios vizinhos, formando um aglomerado urbano conhecido como Grande São Paulo; Santana do Livramento, município do Estado do Rio Grande do Sul; Rivera, uma cidade uruguaia.
Podemos ainda citar como exemplo Benguela e o seu município do Lobito.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Psicologia: A falta de Vontade dos Jovens

Que falta de vontade queremos dizer?

A vontade é a força que brota do interior do homem, capaz de erguer, concretizar objectivos que a cada instante da vida o homem se propõe. Ela é uma força, uma energia que nos catapulta sempre para atingirmos um alvo.
A falta de vontade dos jovens estudantes repercute-se no desinteresse pela leitura assídua, na busca do entendimento, da compreensão das matérias. Conforme vimos atrás, se o professor não dissipar todas as dúvidas durante a aula, o meio para o efeito é a explicação dada pelo docente que depois é compensado pelos alunos.
São nestas ocasiões que o aluno deveria ter vontade de ler muito para compreender a matéria.
Nos dias de hoje, conta-se o número de jovens que lê, pelo menos, durante uma hora por dia. É verdade que somos diferentes em termos de inteligência, de percepção, mas a psicologia já provou que o que faz a diferença entre o bom e o mau aluno não é a inteligência mas a diligência. É essa diligência, essa persistência de querer ler muito, compreender quaisquer assuntos que os jovens estudantes deveriam ter.
Os jovens estudantes tinham de tomar a atitude do Escolanovismo. O Escola-novismo é uma teoria da pedagogia; nasceu por causa das críticas feitas à pedagogia tradicional. Diz que o aluno tem de passar do papel passivo-receptivo para o papel de activo-participativo.
Esta participação se traduz indubitavelmente na busca incessante de novo material para locupletar o vazio do aluno, para elucidar claramente as suas dúvidas e, deste modo, contribuirá para o estudo sério, sincero e límpido.
O desinteresse pela leitura assídua por causa da falta de vontade é uma causa bem sabida pelos jovens. Ler uma matéria dada só tem valor quando se aproxima uma prova, porque ler sem ter em vista um teste é perder tempo – diz a maioria dos jovens. Como o estudo será sério se o próprio estudante não tem interesse pela leitura? «O verdadeiro interesse por uma coisa é um voltar-se mentalmente para esta coisa, um querer apreendê-la, um ocupar-se com ela […]».

Em conclusão, estudar seriamente não é possível sem ter vontade de ler muito, de compreender e entender, em virtude de nos estudos que se fazem existirem sempre dúvidas. Para estancá-las a leitura é a condição inconcussa para o aluno, uma vez que com o seu auxílio o aluno poderá entender, compreender o que antes estava obscuro.

Sociologia: As Preocupações do Séc. XXI

A vida contemporânea trouxe consigo enormes e fascinantes novidades. Antigamente, não se tinha incidência às comunicações a distância. Hoje, há influência em tudo que vemos, na cultura, na política, no desporto, na religião e na economia. São as radiações da globalização que têm como escopo ajudar o homem a desempenhar os seus trabalhos.
É certo que tudo que existe no universo é bom, porque serve para edificar ou fazer nascer uma outra coisa material, aliás, a ontologia diz-nos que tudo que tem ser é útil. Pelo contrário, um ente (tudo que existe na natureza), um ser mal utilizado torna-se inútil porque acaba por prejudicar o próprio utente.
Com efeito, a globalização bem aplicada traz muitos êxitos, uma vez que ela em si é boa. O que se nota na nossa juventude é o contrário.
As preocupações do tempo presente são todos os meios, todas as radiações, reflexos do fenómeno globalização. Os mais visíveis como o IPOD, TV CABO, VÍDEOS, MP3 e MP4, TELEFONES, DISCOS, PENDRIVES, PARABÓLICAS bem como a INTERNET, causam preocupações aos jovens estudantes, fazem com que os jovens não se dediquem com todo afinco aos estudos. O normal seria se eles tirassem partido desses meios para serem mais inteligentes e mais doutos, de modo que os seus estudos fossem sérios; mas não, os jovens entendem mal os efeitos da globalização aplicando-os sem lhes tirar partido ou, a globalização é entendida de forma negativa pelos jovens.
As preocupações dos jovens estudantes são as músicas, as novelas, as festas e as modas. Deste modo, perdem tempo a palrar, a tagarelar, a gastar dinheiro para se estar a “pari passu” destas realidades. Hoje, o que “bate” é estar nas festas, é não perder de vista a moda, isto é, ter os calçados e as vestimentas mais caras, é ter um telefone com acesso à Internet, vídeos, MP3, MP4 para se estar sempre informado e manter o contacto para novos “SHOWS”, concertos e matinés, porque «[…] todo aquele que não vive com o telefone e a TV faz já parte de um mundo que morre».

Assim, nestas circunstâncias, não se pode ter um estudo sério, visto que o estudo necessita de concentração, atenção e silêncio, para que o conhecimento se apodere de nós. «O conhecimento não vem de fora para o homem, mas é um esforço da alma para apoderar-se da verdade». E para se atingir essa verdade, o único caminho viável é o estudo sério que não se realiza no barulho das festas nem da assistência assídua das novelas.

Educação: A Corrupção no Ensino

«O crime da corrupção visa subtrair a função pública à venalidade, promover a pureza das instituições do Estado, criar uma contra motivação para o mau uso dos deveres funcionais».
Este conceito de corrupção se tornou normal para as pessoas. Há quem diga que a corrupção viabiliza a vida nas suas distintas aplicações. Mas, nos cingimos no sector educacional onde o estudo sério se aplica.
Movidos pela ideia de facilitismo provocada pelo fenómeno corrupção, os jovens põem de lado o estudo sério, a dedicação, o esforço de poder singrar nos estudos. Ficar reprovado é uma asneira, tolice, é resultado de quem não tem visão, aquela visão que se limita em falar com o professor da cadeira em que se está mal, de modo que a classificação seja apto(a). Deste modo, a corrupção entra em jogo, passa a ser a “VIA PÚBLICA” onde todo trânsito é permitido.
Os jovens estudantes assumem contacto com os próprios professores, com o objectivo de lhes concederem um 15 na pauta final. É a realidade das nossas escolas que se tornaram em «autênticos supermercados de venda de notas e certificados». De onde vem esta razão? Tudo se principia quando na sala de aula o professor não elucida com prontidão o conteúdo do assunto, o que desencadeia a não compreensão do assunto por parte dos alunos, com o objectivo destes pedirem uma explicação. Assim, o professor aceita a proposta e concede a explicação; e como a filantropia espera retribuição, o professor é compensado por um valor monetário vindo dos alunos.
Por outro lado, a presença dos alunos na explicação já é sinónimo de positivas na pauta, porque eles já compraram as suas notas e vão simplesmente à explicação para marcar presença. É o que se vê hoje: alunos que têm muitas abstenções nas aulas mas no fim passam de classe; professores que não dão aula com destreza; professores que não têm carisma de ensinar; professores que não entendem o que leccionam.
Nestes casos, a corrupção destrói não só o próprio aluno mas também o professor, se considerarmos aquele valor de educação proposto por Platão que se concretiza na formação, construção da pessoa, no bom cidadão capaz de governar a polis.

Contudo, é preciso que a corrupção seja banida pelos próprios alunos e professores. Que os professores não sejam de periferia, que saibam dar uma educação formal, porque esta se destina na transmissão de valores, conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias à prática da vida do dia-a-dia.

domingo, 14 de julho de 2013

Sociologia: O que é Exclusão Social

Os diversos intervenientes que se têm debruçado sobre esta questão não conseguem chegar a acordo sobre uma definição da exclusão social. O Serviço de Estatísticas da Comissão Europeia (EUROSTAT) considera a exclusão social como um fenômeno pluridimensional, que impede os indivíduos de participarem plenamente na sociedade.
Dai que a exclusão social seja necessariamente multidimensional e se exprima em diferentes níveis; e um universo composto segundo Fleury.
Nesta perspectiva, uma pessoa e considerada socialmente excluída quando esta impedida de participar plenamente na vida econômica, social, ambiental, cultural civil e/ou quando o seu acesso ao rendimento e a outros recursos e de tal modo insuficiente que não lhe permite usufruir de um nível de vida considerado aceitável pela sociedade em que vive.
A noção de exclusão social pertence a perspectiva própria da tradição francesa na análise de pessoas e grupos desfavorecidos. Em termos simplificados, Robert Castel uma das principais referencias nesta matéria define exclusão social como a fase extrema do processo de “marginalização”, entendido este como um percurso “descendente”, ao longo do qual se verificam sucessivas rupturas na relação do indivíduo com a sociedade. Um ponto relevante desse percurso corresponde à ruptura em relação ao mercado de trabalho, a qual se traduz em desemprego (sobretudo em desemprego prolongado) ou mesmo num “desligamento” irreversível face a esse mercado. A fase extrema – a da “exclusão social”- é caracterizada não só pela ruptura com o mercado de trabalho, mas por rupturas familiares, afetivas e de amizade.

Nesse ínterim, a exclusão social pode ser definida como uma combinação de falta de meios econômicos, de isolamento social e de acesso limitado aos direitos sociais e civis; trata-se de um conceito relativo dentro de qualquer sociedade particular e representa uma acumulação progressiva de factores sociais e econômicos ao longo do tempo.

Sociologia: O que é Exclusão

O vocábulo exclusão representa um objecto de estudo para as ciências sociais visto que tem ligação direta com o homem presente numa determinada sociedade.
Oriundo do latim exclusio, onis, o fonema traduz-se por “acção ou resultado de excluir ou excluir-se. Ato de afastar ou omitir”. É uma actuação inerente ao homem enquanto ser social que é desencadeada quando não há aceitação por parte do homem em si, bem como dos membros que integram uma localidade, região ou sociedade.
Do ponto de vista sociológico, a exclusão é o “resultado da dificuldade de integração ou de inserção”. Naturalmente que exclusão é um processo que decorre, não uma acção directa que se dá de forma mecânica, rápida como se estivéssemos a pontapear uma bola; é uma acção lenta que começa dentro do homem e se materializa no mundo exterior.

A terminar, a origem mais contemporânea do termo exclusão é atribuída ao título do livro de René Lenoir, Les exclus: un français sur dix (‘Os excluídos: um em cada dez franceses’).
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